ENÉAS LOUR É ATOR, DRAMATURGO, CENÓGRAFO E DIRETOR TEATRAL

19 de mar. de 2010

RUMO À TERRA


 


HOJE, AMANHÃ E DOMINGO
ÀS 19:30 HORAS
NO ESPAÇO PÉ NO PALCO
R. CONSELHEIRO DANTAS, 20
TEL - 30 29 68 60
         RUMO À TERRA       



15 de mar. de 2010

POE MALANDRAGEM NISSO

(ilustração de Enéas Lour)



era um poema ainda não poema
assim, meio feito de manhã,
com remela.
um poema feito de quase nada: patacoada.
feito assim meio sem café,
sem pão e sem manteiga.
coisa meiga e banal : eu de pijama
na cozinha lendo jornal
- poeta e malandro ocasional -
artista lendo a entrevista
de um grande ator local
- que agora é ator global -
que diz que em nossa capital
todo mundo é sempre igual
e que ele: ele sim!
É genial!


(Poema de Enéas Lour com colaboração 
de inspiração concedida por Sabine Villtore)



13 de mar. de 2010

REVISTA INVENTA


O DENÍLSON ERA MIRRADO

O DENÍLSON ERA MIRRADO

Texto de Enéas Lour

(Ela, com a cabeça baixa:)
Ele tava já com só 20 anos quando morreu, 
mais o retrato dele saiu no jornal com aquela faxa preta 
que eles põe na cara dos menor abandonado!
O Denílson era mirrado, sim senhor, era bem franzino, miúdo mesmo!
Puxô o pai dele - o Gavíno - que, mais eu, vivemo junto 
lá na Vila da Estaca 
e, depois dele nascer, o pai dele se sumiu-se : me largou! ... 
O Gavíno era miúdo, bem fraco, igual, e o menino puxô ele.
(Ela olha pros meus olhos para ver se a entendi 
e depois corre o olhar de novo pras suas unhas sujas 
e com uma, a do mínimo, limpa as outras)
Eles - os pulícia - 
não deixaram nem o meu Denílson crescer e já mataram ele!
(Olha pros lados. 
Certifica-se de que não vem ninguém, 
que ninguém a ouve além de mim,
e prossegue com a voz baixa)
O Denílson era carinhoso que nem o pai dele foi comigo.
Eles tinham era implicância com ele! 
Até puseram apelido maldoso nele! ... 
(A voz doída) 
Eles - os pulícia -  chamavam ele de "Tripinha" 
Vê se pode: "Tripinha!"  
O Denílson odiava que eles chamassem ele assim! 
Pois saiu bem assim no jornal, com as letra grande :
"TRIPINHA FOI PRO INFERNO!" 
(A voz mais doída)
Eles - os pulícia - mandaram o meu filho pro inferno!
(Tira um trapo imundo e assoa o nariz, a mulher preta)
- Ele se meteu-se cum droga! 
Mais, não porque quisesse, foi, bem dizer: forçado! 
Com maconha primeiro e depois com essa merda de craque! 
Foi a perdição do meu filho, sabe? ... A perdição! 
Ficasse só na maconha ainda talvez tivesse vivo! 
Maconha eles nem ligam mais! 
Já essa merda do craque! 
Os pulícia mata quem méxe! ... Sem dó! 
(O olhar de novo procura quem mais nos ouça. 
Ninguém. A voz mais forte) 
- Não querem nem saber se em casa
se precisa daquele dinhêro pra vida! 
Matam que nem se mata rato, barata, pulga! 
Matam assim : vupt!
(O olhar de novo pra cima e pra baixo. Pro chão)
- O senhor sabe? 
Ele até estudou!
Feiz trêis anos de escola, o Denílson! ... Trêis anos! 
Depois largou! 
Era repetente e as professora não tinha
mais paciência de ensinar nada pra ele!
...
A mais nova, irmã dele,
estudava que dava em gosto, a Dalvinha!
Passava sempre e fez a escola completa! 
Mas ... no que é que deu? ... Caiu na vida! 
Teve de cair, a coitada! ... Foi ser puta! 
Hoje vive bem! ... Tem até carro! 
Me ajuda em casa cum dinhêro, todo o final de mêis! 
Trabalha feito uma condenada, aquela! ... Nossa!
...
Teve sorte, puxou a minha família: 
bem feita de corpo, a Dalva! 
Eu também já tive corpo, o senhor crê? 
Me vendo hoje é capaz de não crer, mas: tive! 
Nunca fui mulher da noite! ... Nunca! 
Tive os meus homes mais nunca por dinhêro! 
Mais, isso é outro assunto, né? ...
(O meu olhar, agora molhado,
olhar de patrão da empregada mirrada e velha,
pra cima e pra baixo. Pro chão.)
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11 de mar. de 2010

FILOSOFIA




SOU GITANO



Sou Gitano
(Novo Mundo)


Que horizonte é esse que rasgo todos os dias
com minhas pegadas,
com as rodas do meu carroção?

Que coração nômade me impulsiona, me guia?

Que ponto cardeal guia a agulha da minha bússola?

Meu sangue não conhece outros caminhos,
senão todos os caminhos do desconhecido.

Meu mundo é todo o mundo
e as fronteiras são riscos em mapas que não existem.

Sou gitano, sou meu norte, meu sul, meu leste e meu oeste.

Sou gitano e o mundo é velho conhecido dos meus olhos.

E o Novo Mundo é amanhã e sempre.

A América é minha,
A Europa, Ásia, África e Oceania!

O mundo é meu quintal e meu jardim.

Nem brasas, nem mares, nem palavras tortas,
nem olhares, nem sal, nem punhais
invertem minha caminhada para qualquer horizonte.

Meu pai, meu avô e meu tio,
com suas músicas e anéis,
cruzaram a terra em xis
na ida e nunca na volta.
Deixando em cada outeiro berço e jazigo.
Levando em cada ponte-suela dos cavalos
novo ferrete, nova bandeira riscada,
novo gualdrope em cada mastaréu
nas embarcações sobre os rios
e os mares que cruzaram.

Meu punho já deu campanha em sítios
onde comem água e fel.
Deu copo, deu talho, deu moeda e escaravelho.
Deu tinta ao sangue e ao vinho.
E esta mão barça, goliarda e davídica,
Mão gitana e mundana,
Já deu de razoar e de fulminar,
de saciar e de subtrair.
De cultuar e descravar deuses, 
deusas e sacerdotes.

E hipocampos, capricórnios e medusas,
com a sevilhana, minha mão abriu
e rasgou compromisso.

Novo mundo em cada cunhal.
Nova pirâmide erguida em cada instância,
como prova de senhorio.

Com meu gládio fiz estrelas 
e pus minha marca, 
sem apartar jamais meu lamento,
em cada tinir da castanhola de marfim, 
em cada castão de bengala.

Hirto e ereto é meu corpo 
e drávida minha pátria,
que é o meu falar.

Vindo de egípcias areias
que meus olhos ferrabrases poliram digo:
Sou gitano e não escolho senda!
Sou gitano e o mundo é meu!

Não há sevícia ou requesta
que eu não confronte.

Pólux é meu rumo, 
Atlante meu caminhar
para o novo do mundo,
que é o dia que vem adiante.

Meu passo faz o caminho.
Minha morte é o meu renascer.

Sou gitano e meu canto é vida!
Sou gitano e o mundo é meu!

No três por oito da seguidilha
- ou na bolera -
minha guitarra lamenta e compassa.

Minha dança sincopada é meu pulso.

Minha alma traz vidrilho e medalhitas!
Traz esporas, traz touradas, banderilhas!
Rasga imagens,
flor-de-sangue,
Santa Sara Kali.

Sou gitano e sou corsário,
sou gitano e o mundo é meu!

Marralheiro e marrano é o mundo
em suas entranhas, eu não!

Meu ancinhar procura mais que ouro
nas terras de Gualdaquivir.

Das minas, dos mananciais de riqueza,
quero a farroma e a festa
e não o ouro dos príncipes da terra.

Chibante de São Genaro, 
casquilho de Beatrizes,
meu canto não faz reparo 
à damas ou meretrizes.

Sou gitano e meu canto é vida!
Sou gitano e o mundo é meu!

O fandango madraço ou vibrante
é o sino que respalda minha igreja.
Minha hóstia é o pão sarraceno,
meu purgatório é o jejum,
meu pecado é nenhum.

Não há quem mate por mim,
não há quem viva por mim.

Sou gitano e meu canto é vida!
Sou gitano e o mundo é meu!

Merlim engoliu sete espadas!
O mago criou oito versos,
fez giro na casa de Marte
Fez passo na corda-de-nós.

Zigurate ornado em açucenas,
do meu carro a capota é o céu.

Sou gitano e meu canto é vida!
Sou gitano e o mundo é meu!

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(Texto e ilustração digital de Enéas Lour)


9 de mar. de 2010

FIGURASESTRANHASDECURITIBA

(clique nas imagens para ampliar as imagens
e depois na barra de ferramentas Arquivo < voltar)

(Fotomontagens de Enéas Lour)

8 de mar. de 2010

MULHER




Sou mulher.
E sou todas as mulheres:
Sou Eva, sou Benedita, sou Amélia,
sou Diana e sou Sara.
Sou Maria e sou Madalena.

Tenho dentro do meu sangue
a herança de todos os tempos,
de onde herdei todos os nomes
e nenhum de todos os sobrenomes.

Nasci em todas as raças,
tenho todas as cores miscigenadas.
Pratico todos os credos.
Nasci em todos os cantos
e sorri e chorei em todos os campos

do mundo.

Vivi em todas as eras.
Pari meus gritos em todos meus partos,
em coro com todas minhas irmãs,
no nosso mais profundo silêncio.

Hoje não grito, 

não tenho dia e nem noite
para ser assim como sou,
sendo Mulher somente,
sigo plantando as sementes
para um mundo melhor!

 
Enéas Lour
08 de março / 2009

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BREVE


6 de mar. de 2010

PERSONAGENS


 

Júlia Maria da Costa
filha de Alexandre José da Costa e Maria Machado da Costa, 
casou-se com o Comendador Costa Pereira, 
chefe do Partido Conservador. 
Viveu toda a vida na ilha de São Francisco do Sul,
em Santa Catarina, e ali faleceu.

Foi uma figura controvertida, forte, 
decidida e à frente de seu tempo. 
Publicou dois livros: Flores Dispersas, e Flores Dispersas II.
Sob os pseudônimos de Sonhadora, Americana e J.C. entre outros,
escreveu, além de poesia, muitas crônicas-folhetins, 
que hoje chamaríamos de crônicas sociais,
analisando a moda e relatando festas.

Júlia da Costa casou, em 1871,
por conveniência e imposição familiar,
com um homem rico e trinta anos mais velho,
mas, amou o poeta Benjamin Carvoliva, cinco anos mais novo.
Correspondia-se com ele quase que diariamente
durante o namoro e, quando casada, em segredo.
Em uma das cartas, que eram colocadas em esconderijos diversos,
tais como o oco de uma velha árvore,
Júlia sugere que fujam os dois, mas, 
quem foge é seu amante diante a ousadia da poetisa. 
Desiludida, Júlia passa a escrever poemas febrilmente,
cada vez mais desesperançados e melancólicos, 
começa a freqüentar mais e mais serões e festas,
pintar os cabelos de negro
(em uma época em que somente meretrizes e artistas o faziam),
pintar o rosto e usar muitas jóias,
participar de campanhas políticas
e publicar em jornais e revistas,
tornando-se uma lenda viva em sua pequena cidade.

A solidão se tornou cada vez maior
depois da morte do Comendador,
que a habituara a receber catarinenses ilustres
em banquetes e saraus.
Viúva, cansada das festas, fecha-se em casa
com manias de perseguição.
Durante o tempo que permanece enclausurada
planeja escrever um romance e, para tanto,
confecciona painéis coloridos
com cenas campesinas, interiores de lar e paisagens
que espalha pelas paredes.

Em sua solitária velhice a poetisa 
Júlia da Costa enlouquece
e permanece fechada no sotão do seu casarão por oito anos,
dele só saindo para o cemitério.

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Trecho do livro "Júlia" de Roberto Gomes 

“Não tenho escrito versos. 
Não é que eu não queira,
mas, eles simplesmente me abandonaram. 
Faço às vezes algumas anotações,
penso que o impulso de escrever
vai novamente emergir, mas, é engano meu. 
Nada de forte, de original, sai de meu coração.
De um coração morto não costuma sair boa poesia.
A poesia precisa de crenças, de sonhos,
de horizontes amplos para se expraiar.
Precisa de um coração aberto e de generosidade.
Eu, ao contrário,
me sinto seca, estéril, sem nada a dizer.”

Júlia da Costa
 
 
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3 de mar. de 2010

“AS BORBOLETAS CINZENTAS”



 


A primeira vez que eu as vi foi em um dia bonito, 
em maio de 2028, numa manhã azul de geadas
voando espalhafatosas, como sempre,
sobre o lago, ao lado do abrigo.
Este primeiro bando não era de muitas, a princípio. 
Ainda eram, talvez, apenas duas ou três centenas
de borboletas que se entrelaçavam pelo ar,
sobre a água cinzenta. 
Eram azuis, na grande maioria.
Norberto Kaminski estava comigo, ao meu lado,
em sua cadeira de rodas. Mas, ele não as viu.
Continuou com seu olhar duro, em linha reta,
como se não visse mais o mundo. E não via.

Kaminski havia se cansado, como tantos outros, de tudo.
Ele era mais velho que eu uns cinco ou seis anos, não sei.
Acho que ele já tinha 80 anos mas,
parecia muito mais velho
por causa da “calvície negra”, como era chamada
aquela doença estranha, que se espalhara pelo mundo
depois da hecatombe na Ásia, em 2015.
 
Lembro bem que uma delas,
uma branca com rajadas azuis claras
pousou sobre a cabeça dele e ficou ali:
abrindo e fechando as asas sobre a mancha negra e lisa
na cabeça do Kaminski. E ele: nada!
Nem bola para a borboleta, com o olhar pregado no nada.
 
O Kaminski morreu pouco tempo depois.
Uns três ou quatro meses.
Antes delas empestarem o mundo.
Ele não viu, como nós, as bilhões e bilhões
de borboletas cobrirem a Terra
com suas asas cinzas e com seu pó maldito.
Sorte dele!

Uns dizem, ainda hoje, que elas proliferaram
por causa da explosão nuclear que destruiu o Irã
no tão comentado “acidente” na usina
que ficava dentro de uma montanha.
Outros dizem que não,
que as borboletas negras são o produto 
de uma praga divina,
como os gafanhotos da Bíblia!
Para mim tenho que são apenas trilhões e trilhões 
de insetos que dominaram nosso mundo podre.
É isto o que são. Só isso.

Existiam mais de 200 mil espécies de borboletas
antes do início da praga.
Hoje não existe mais espécie alguma afora as “cinzas”.
Antes,
as borboletas fêmeas eram fecundadas pelos machos
após deixarem a crisálida e então colocavam seus ovos.
Em alguns dias os ovos eclodiam e saíam lagartas
que comiam a casca dos ovos e a partir daí
começavam a comer folhas
e não faziam outra coisa senão comer.
Essas eram as antigas borboletas.
As “cinzas” não são assim.
 Elas se reproduzem muito rapidamente
e a sua fase larvar é rapidíssima.
Questão de minutos!
Por isso são trilhões.
E devoraram todo o verde que havia sobre a terra.
E deixaram o mundo assim, como elas: cinzento.

Aqui no abrigo, como em outros, segundo eu sei,
ainda temos as plantas artificiais, para nos enganar.

Sim, são verdes.
Parecem folhas e flores mas,
não têm cheiro, por mais que lhes coloquem
essências artificiais aromáticas.
Não cheiram como cheiravam as flores de antes,
as naturais,
com seu suor de terra, de chuva, de orvalho, não!
São plantas estúpidas, como o mundo!
Estúpidas como essa nossa comida reciclada!
Essa papa feita de nada,
com gosto de nada e sem açúcar e nem sal!

Vivemos nós aqui trancafiados nesses asilos
e elas lá fora, livres.
Bilhões e bilhões de bandos cobrindo o mundo
como nuvens cinzentas.
As donas da Terra.
Malditas!

Mataram milhões de animais também.
Quase todos.
Salvaram-se os marinhos, mas, mesmo assim,
o pó que cai de suas asas infestou os oceanos
e formou uma lama escura que impede a entrada de luz
e, em breve, aniquilará também a vida que resta ali,
sob as águas.

Somos apenas um bilhão de seres humanos no planeta
e elas são 1000 ou 2000 vezes este número, talvez mais.
Nossas cidades sob as cúpulas estão sendo enterradas a cada dia,
mais e mais.
O sol quase desapareceu
e o ar reciclado ou filtrado para dentro
traz esse cheiro ardido de inseticida.

Elas venceram.

Não nos reproduzimos mais naturalmente.
Apenas os “sintéticos” têm alguma perspectiva de vida.
Somente eles, a “elite humana” produzida em laboratórios
tem esta perspectiva.

Nós?
Os humanos reais?
Não temos a menor chance! ...
Esperaremos apenas terminar nosso tempo
vegetando em nossos asilos
e depois que o último de nós falecer, não sei o que será.

Dizem que os sintéticos estão colonizando Marte
e que é para lá que irão assim que terminem a climatização.
Há anos estão enviando “mudas”
de algas marinhas terrestres
para os mares de lá que foram produzidos
com o derretimento das calotas polares marcianas.
Essas algas irão produzir oxigênio para criar 
uma atmosfera tolerável à vida dos novos terráqueos: 
os sintéticos com DNA modificado.

Quem pode saber que mundo será este?...

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Enéas Lour
Fev / 2010



LIVRO : A PEDRA DO PEABIRU


 

Depois de, em 2006,  percorrer 1.600 km seguindo 
o Caminho do Peabiru,
trilha ancestral utilizada pelos guaranis para fazer a 
ligação entre os oceanos Atlântico ao Pacífico 
cruzando o território sul americano,
o dramaturgo Enéas Lour está escrevendo o livro 
"A PEDRA DO PEABIRU"
(O Caminho Mágico Guarani)

 Foi o apoio da FUNARTE concedendo ao dramaturgo curitibano
o Prêmio Myriam Muniz de fomento à Dramaturgia
que possibilitou a realização da pesquisa "in-loco" nas diversas
aldeias guaranis ao longo dessa enigmática rota,
construída pelos indígenas sul-americanos.
Para os estudiosos, a principal teoria é que 
os Guaranis abriram a passagem em busca de 
uma mitológica "Terra sem Mal". 
Esse território mágico seria a morada dos ancestrais,
descrito como o lugar onde as roças cresciam 
sem serem plantadas e onde a morte era ignorada.

O lançamento do livro ainda não tem data marcada.

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ANGELO VANHONI


 

O deputado federal Angelo Vanhoni (PT/PR) 
foi eleito hoje, por unanimidade, 
o novo presidente da Comissão de Educação
e Cultura da Câmara Federal. 


1 de mar. de 2010

TÃO TRISTE COMO ELA


"Tão triste como ela" reúne dezoito contos, 
escritos ao longo de quase cinqüenta anos de trabalho. 
São histórias densas, sombrias e melancólicas, 
que às vezes podem lembrar um sonho 
bruscamente interrompido ou remeter ao 
clima nostálgico e violento dos velhos tangos. 
Na atmosfera embaçada da cidade fictícia de Santa Maria, 
onde transcorrem essas histórias, 
suas personagens vagam à mercê de 
amores desesperados e da passagem aviltante do tempo. 
Elas procuram o mesmo que qualquer ser humano 
em qualquer outro tempo e lugar - um sentido para a vida.

Juan Carlos Onetti nasceu em Montevidéu, em 1909. 
Foi jornalista da agência Reuters,
em Montevidéu e em Buenos Aires. 
É autor dos romances A vida breve (1950), 
Junta-cadáveres (1964) e 
Deixemos falar o vento (1976), entre outros. 
Onetti morreu em Madri, em 1994, onde vivia desde 1975,
quando foi exilado pelo regime militar.

 

PAULO ALVES - BRUNO LECHOWSKI



Solo teatral com o ator Paulo Alves,
sobre o pintor polonês Bruno Lechowski
que residiu no Brasil, inclusive em Curitiba. 
O espetáculo foi concebido para
espaços não-convencionais 
como museus, faculdades de arte,
bibliotecas, galerias de arte. 
 
No Museu Guido Viaro, só 5 e 6 de março, às 20h. 
É um programa duplo para o espectador: 
conhece o recém-inaugurado museu 
e assiste ao trabalho sobre o pintor.

MUSEU GUIDO VIARO - RUA XV DE NOVEMBRO, 1348

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