ENÉAS LOUR É ATOR, DRAMATURGO, CENÓGRAFO E DIRETOR TEATRAL

31 de mar. de 2011

LALA COM NOVAS CADEIRAS


POLTRONAS NOVAS
NO TEATRO LALA SCHNEIDER
E REABERTURA DO TEATRO EDSON DÁVILA
JOÃO LUIZ FIANI FELIZ!




26 de mar. de 2011

Campanha : TO CO SOLDA!



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25 de mar. de 2011

Novidades na E-Paraná


Uma nova fase começa
na Rádio e TV Educativa do Paraná,
agora conhecida como E-Paraná.

A partir desta segunda-feira, dia 28,
serão inaugurados dois telejornais
– É-Manhã e É-Paraná -
e acontecem mudanças estruturais
na grade de programação das rádios AM e FM.

O presidente da emissora, Paulo Vitola,
explica que os principais objetivos destas transformações
são democratizar as informações,
atrair o formador de opinião
para discutir os assuntos cotidianos e contribuir
para a promoção social dos paranaenses.

O É-Manhã terá inicialmente meia hora de duração,
de segunda a sexta-feira, das 8h às 8h30.
O programa será apresentado pelas jornalistas
Cláudia Queiroz e Simone Giacometti.
A linha editorial prevê um conteúdo leve
e com as principais informações do dia,
como serviços, qualidade de vida e saúde,
com quadros fixos.

No programa matinal, ao longo da semana
haverá um quadro de serviço, com cinco minutos,
que a cada dia vai abordar um tema diferente
de oportunidade de emprego até a divulgação cultural.
O telejornal É-Paraná vai ser exibido ao vivo,
de segunda a sexta-feira, sempre das 19h45 às 20h15.
A apresentação será feita pelos jornalistas
Rodrigo Leite e Maria Guida
e traz no seu conceito uma análise
do cotidiano com consistência.

Diariamente o telejornal vai trazer
como assunto principal um tema
ligado aos grandes desafios sociais da atualidade.
A partir do tema escolhido vai
se desenrolar toda a edição do dia.

No final do jornal serão apresentados dois quadros fixos:
“Eu Faço a diferença”
- mostrando iniciativas na construção de um mundo melhor –
e “Crônica”
que fará a apresentação de um texto,
criado por uma personalidade paranaense,
mostrado com edição de imagens
referentes ao assunto abordado.

Para Vítola,
essa é a continuidade de um projeto
que começou desde o início do ano.

“Nossa idéia é criar uma identidade própria para a TV
e as emissoras de rádio, sempre pautando
jornalismo de qualidade e com profundidade.
O jornalismo da É Paraná vai fomentar
a diversidade cultural do Estado
e promover a participação popular”, finaliza.

LANÇAMENTO DO LIVRO "TRISTESCONTOS" FOI UM SUCESSO!


(Foto de Ariclê Tosin)

Foi um sucesso ontem o lançamento do
meu livro TRISTESCONTOS no Palacete Wolf!

Compareceram para prestigiar este modesto autor cerca de 300 pessoas e entre elas muitas personalidades culturais curitibanas, como a Presidente da Fundação Cultural de Curitiba Maria Christina Andrade Vieira; o grande cartunista Solda e sua esposa Vera; Chico Nogueira; Rosy Greca; Ricardo Westphalen; as atrizes : Dulce Furtado; Simone Nercolini; Mari e Ana Haro; Helena; Mariane Pacheco Braga; Maria Consentino; Gilda Elisa, Sonia Morena; Adriana Pillar; os meus camaradas Beto Guiz e José Basso; Eleonora Greca e Wanderley; Joanita Ramos; o meu parceiro Luiz Roberto Meira e a Rafaela Tasca; Ariclê Tosin; Carlos Valente; Gerson Pereló; Jota Eme; Áldice Lopes; os cineastas Beto Carminatti e Elói Pires; Beto Lanza; Alexandre Bonin; a Glória Kirinus; Viviane Beltrão; Daniele Régis; Daniel Siwek; Cláudia Gutierrez; Gabriel Ortiz e Fabiane Baran; o Eli Pio e, claro, a Fátima Ortiz, minha companheira da vida inteira, além de muitos outros queridos amigos.

Peço desculpas se deixei de citar alguém aqui mas, 
fato é que fiquei muito feliz com a presença de todos
e agradeço muitíssimo o prazer que me proporcionaram.

Tomara que a leitura dos contos do livro possa fazer retornar parcela deste prazer a todos vocês.

Enéas Lour

TO CO SOLDA E NÃO ABRO!



22 de mar. de 2011

Fiat Lux!

Ilustração de Enéas Lour

Beto Bruel
está indicado ao prêmio APTR
pelo espetáculo Pterodátilos.



15 de mar. de 2011

"O Dom Quixote Guarani".




Ontem, 14 de março de 2011,
nos arredores de Assunção, Paraguai, aos 86 anos,
morreu o poeta paraguaio Félix Giménez Gómez.

Sua obra inclui poemas, contos, textos para teatro.
Este grande poeta e tradutor,
desvendou em guarani de Shakespeare a Maiakoviski.

Durante toda a vida,
mesmo quando exilado pela ditadura de Stroesner
durante 26 anos, nunca abandonou sua luta
pela cultura paraguaia e pela defesa da língua guarani.

Em 2006 quando percorri um trecho
do Caminho do Peabiru, passando por Assunção,
 tive o prazer e a honrade conhecer este
"O Dom Quixote Guarani"

Para saber mais sobre o poeta e sua obra
clique no link abaixo




11 de mar. de 2011

LUÍS MELO E O "CAMPO DAS ARTES"



Luís Melo
ator curitibano consagrado nacionalmente
por sua atuação no teatro, cinema e televisão
está conduzindo desde 2008 a construção do
Espaço Cultural Campo das Artes
com uma área de 164 mil metros quadrados
em São Luiz do Purunã, distrito de Balsa Nova,
município da região metropolitana de Curitiba.

A intenção de Luis Melo é a criação
de um espaço de pesquisa,
desenvolvimento de projetos,
ensaios de espetáculos,
e intercâmbio artístico entre companhias e grupos teatrais.

Dois barracões centrais; um café, biblioteca,
videoteca, sala de projeção e áreas multiuso
compõem o Campo das Artes, que, como afirma Luis Melo


“Será um espaço público, aberto para a comunidade.
Aliás, a idéia é que o projeto seja adotado pela comunidade.
Quero desenvolver ali um trabalho integrado com a sociedade”

Melo planeja integrar as artes cênicas, arquitetura,
paisagismo e várias outras áreas culturais
como folclore, fotografia, dança, música, etc...
para atrair estudantes universitários,
artistas de várias linguagens,
pesquisadores e demais interessados
numa programação multifacetada.


Também está em seus planos oferecer oficinas
para costureiras, bordadeiras,
marceneiros, eletricistas, iluminadores.
A intenção é formar, orientar e dar oportunidade
para a comunidade local.

“Existe uma carência de mão de obra especializada.
Quero formar esta mão de obra, afinal todo mundo precisa.
E a convivência com as artes é muito saudável”.

“Quero que o Campo das Artes seja
uma referência como espaço de pesquisa
e acredito que pode ser muito mais do que isso,
dependendo das parcerias que surjam no caminho.
Este projeto vai ter um tamanho de acordo
com o número de pessoas que o abraçarem”.

10 de mar. de 2011

NAPO / LIVRO EDSON BUENO

CONVITE
Quarta-feira, dia 16 de março,
às 19 horas,
no Teatro Guaíra
coquetel de lançamento do livro
"NAPO - Um menino que não existe"
de autoria de Edson Bueno.

25 de fev. de 2011

BUDDHA



"Tenha confiança não no mestre, mas, no ensinamento.
Tenha confiança não no ensinamento,
mas, no espírito das palavras.
Tenha confiança não na teoria, mas, na experiência.
Não creia em algo simplesmente porque você ouviu.
Não creia nas tradições simplesmente porque
elas têm sido mantidas de geração para geração.

Não creia em algo simplesmente porque
foi falado e comentado por muitos.
Não creia em algo simplesmente porque
está escrito em livros sagrados.
Não creia no que você imagina,
pensando que um Deus o inspirou.
Não creia em algo meramente baseado
na autoridade de mestres e anciãos.

Mas, após contemplação e reflexão,
quando perceber que algo é conforme ao que é razoável
e leva ao que é bom e benéfico,
tanto para você quanto para os outros,
então aceite e faça disto a base de sua vida."

Sidartha Gautama
O Buddha

24 de fev. de 2011

DALTON TREVISAN

(ilustração de Enéas Lour / clique na imagem para ampliar)

a cigarra anuncia
o incêndio de uma rosa
vermelhíssima

Dalton Trevisan

23 de fev. de 2011

A PEDRA DO PEABIRU



Em 2006 percorri quase 6.000 km do
Caminho do Peabiru,
essa ancestral rota de ligação entre
o Pacífico e o Atlântico
que foi utilizada pelos povos
que habitavam esta região do mundo.


Acompanhado do amigo
e antropólogo Blas Torres
visitamos várias aldeias onde hoje
sobrevivem os descendentes daqueles povos.

Com apoio do MinC e da FUNARTE
pudemos realizar uma pesquisa
para a criação de um texto dramatúrgico.

Hoje, passados 05 anos,
 ainda estou escrevendo a peça teatral,
(tarefa bem difícil!)
e, também,
um livro ficcional sobre este
"caminho mágico dos guaranis".




Um caminho que nos conduz pelo nosso interior.

 

 Percorrer este caminho foi
uma grande experiência para mim.
Apendi muito sobre mim mesmo
e sobre a sabedoria desse povo mágico:
os Guaranis.








A Pedra do Peabiru,
que batizou o meu livro,
existe mesmo, está lá,
aflorada da terra com seus entalhes enigmáticos,
sua "escrita" intrigante e inacessível.

Um bom mote para escrever um livro.

Enéas lour


19 de fev. de 2011

ONDAS E NUVENS




“ONDAS E NUVENS “

Não há o que impeça um homem de ser solitário.
Nem mulher, nem mesa, nem cama podem impedir
um homem de ser só.
Os homens são assim : solitários.
Nem todos, mas, alguns.

As mulheres não.
Elas - talvez porque os tenham parido - não são assim.
Elas são uma espécie diferente da dos homens.

São como uma colônia única,
todas elas, as mulheres.
Ou pelo menos quase todas.
Algumas não!
São as exceções: as solitárias!

Como por exemplo : as gêmeas!
Repare: uma das gêmeas sempre é solitária
e a outra nunca!

A solitária vai crescer com a razão amarrada nos cabelos.
A outra vai crescer,
como quase todas as outras mulheres: junto com a terra.

Claro que esta é uma equação natural
e, portanto, figura assim,
repleta das incógnitas humanas.

Os meninos,
 antes de serem homens, têm muito de mulher.
Ao contrário das meninas que são mulheres
desde que nascem até ficarem velhas
e então se assemelharem aos homens.

Todas as velhas são homens femininos,
com suas rugas, suas orelhas cabeludas,
suas vozes roucas e suas lembranças repetitivas.

Já os velhos não!
Os velhos são homens velhos solitários somente,
como sempre foram - nem todos, mas alguns.
E os outros velhos são quase mortos somente.

Nem um nem outro
- homens e mulheres, meninos e meninas -
não são, em ponto algum que seja,
nem melhores e nem piores entre si!

São tão somente assim : alguns e nenhuns.
Como ondas e nuvens.

Pessoas.
Não se distinguem a olhos desmedidos!

São como músicas que vão,
aos poucos,
adquirindo suas letras durante a vida!

Alguns solitariamente e outros em coro...

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 Enéas Lour

16 de fev. de 2011

AMIGA LIA

(fotomontagem de Enéas Lour)


A letra e a música do samba de breque 
"Amiga Lia" (homenagem a Adoniran Barbosa)
foram compostas em 1987
pela dupla Beto Guiz e Enéas Lour.

"AMIGA LIA"

Foi ali,
Na esquina das Marechal,
que encontrei com um pessoal,
que há muito tempo eu não via:

Tava o Zé, tava o Lúcio c’o irmão,
tava a Cida, tava o João
e também uma tal de Lia.

E esta Lia, que morava em quitinete,
Disse assim, com ar coquete:
“- Vamo lá tomar uns drinque!”

E nóis fumo,
pro edifício Presidente,
nóis subimo, bem contente,
tudo lá pro sexto andar!

(um, dois, três, quatro, cinco, seis!)
(um, dois, três, quatro, cinco, seis!)

“Trem das Onze”, “Iracema” e “a Maloca”
e nóis tudo já boboca
batucando no balcão!

(Batucando no balcão)

Mas aí, pintô um tal de Zé Lador
Tacô o dedo na buzina
e falou bem assim pra nóis:

- “Ói, pessoal, oceis me descurpe,
mas, o prédio aqui é de respeito,
já é mais de meia-noite,
amanhã é segunda-feira,
oceis tem que manerar!”

E a Lia, que tava de penhoir,
disse assim: - "Ó pessoar,
vamos ter que manerar!..."

(Ái, que saco manerar!)
(Ái, que saco manerar!)

Uns ficaram estendidos no carpê,
otros foram pela escada
e otros pelo elevador!

(E otros pelo elevador!)

Lá embaixo,
se encontremo na calçada
demo tapinha nas costa:

- Ô rapaz vê se aparece!...
- Até quarqué dia desse!...

(Ô rapaz vê se aparece!...)
(Até quarqué dia desse!)
...
..
.

10 de fev. de 2011

O RIO E EU - FILME

“O Rio E Eu”O curta-metragem "O RIO E EU"


Lançamento do filme
HOJE
às 21:30h no Shopping Cristal

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produzido pela OGER SEPOL Produções,
dirigido por Diego Lopes e Claudio Bitencourt,
foi selecionado na Categoria Curta Metragem
do prestigiado Los Angeles Brazilian Film Festival,
que acontece entre os dias 23 a 26 de março
em West Los Angeles, California.

No elenco
Enéas Lour, Amélia Bittencourt,
Patrick Vargas e Flávia Cavali


ASSISTA O MAKING OF DO FILME



“O Rio E Eu”
Lançamento do filme
dia 14 de fevereiro de 2011 
(SEGUNDA FEIRA)
às 21:30h no Shopping Cristal
Curitiba / Paraná

9 de fev. de 2011

Miniconto: CAFÉ DO TEATRO


CAFÉ DO TEATRO

(Cheguei cedo e não tinha ninguém da minha turma).
(Pedi um red e fiquei no balcão.)
(Pouca gente nas mesas: um casal,
mais um, mais dois meninos de mãos dadas.)

(O casal mais velho
- ela 30 e poucos, ele 40 e poucos -
roubam meus olhos enquanto bebo um primeiro gole
e, da coxia, observo a cena.)

Ele: Segurando as duas mãos dela nas suas.
Ela: Olhar na mesa, num cisquinho de pão caído na toalha.
Ele: Murmúrios.
Ela: Balança a cabeça: que não.
Ele: Puxa as mãos dela para si.
Ela: Tira uma deixa a outra.
Ele: Beija as unhas pintadas de azul.
Ela: Tira a última mão e olha lá para fora.
Ele: Arrasta a cadeira e o tronco para frente.
Ela: Vira para o lado e pega o copo de guaraná.
Ele: Insiste e puxa a mão de novo e olha a palma.
Ela: Percebe que estou olhando.

(Desvio meu olhar para o lado.
Para os dois meninos agora se
beijando.)

Ela: Olha para ele, cruel.
 
(Deixo as bichinhas faceiras
com seu romance em progresso
e volto a ser o único espectador
do outro romance que está falindo.)

Ele: Olha as linhas da mão dela, estendida ainda.
Ela: Suspira. Enfadada.
Ele: Examina a palma da mãos dela, como se lá estivesse desenhado o mapa da cidade.

(Como se estivesse à procura
de um ponto onde um ônibus vermelho
passasse e os levasse juntos cruzando ruas,
esquinas, avenidas até ao terminal do amor.)

(Está perdido, o pobre amante, penso eu,
com meu copo de whisky.)

(Perdido nos cruzamentos das linhas cruzadas
na palma da mão da amada.)
 
Ela: Levanta e sobe a escada para o banheiro.
Ele: Pede mais uma cerveja ao garçom.

(Olho o cara com cara de sapo.)
 
Ele: Descobrindo que não é o príncipe dela.
Ela: Passa por mim e sinto o perfume - um pouco doce demais.
Ele: Suspira e balança a cabeça, que não, que não, que não ...

(Será não vê que ela não quer mais saber dele?)

(Que quando ela voltar do banheiro
vai embora perfumando
o banco de trás de um táxi?)

(Chegam dois amigos meus.
Larguei a peça no meio.
E, assim, não vi o fim.)
 
Enéas Lour
Outubro / 2008